Aug 3 2006

Ciclo de uma Vida



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Originally uploaded by Photos e Fatos.


Duas coisas me fizeram parar para pensar a respeito. O aniversario de uma amiga, aonde ela falou algo sobre ciclos de 7 anos, e um post desses de lista aonde vc relata acontecimentos na sua vida a 5 anos atras.

Cheguei a uma conclusao nao muito logica, minha vida tem Ciclo de 5 anos ao invez de 7.

2001, ou seja 5 anos atras Continue reading


Aug 2 2006

Champagne



Champagne

Originally uploaded by Photos e Fatos.


Apenas uma curiosidade.

Nunca diga “Champagne Francesa”! Simplesmente pq o unico lugar no mundo que fabrica Champagne eh a Franca, mas precisamente a regiao de Champagne. Os demais sao apenas Vinho Espumante.

Foto tirada em 2004 nas cavas da Mercier, em Epernay – Champagne – FRANCE


Jul 20 2006

Em casa.

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Click na foto para ver as outras. Mas ainda esta faltando “1 filme” para “revelar”.

Ginger se desculpa, ela perdeu a senha em um dos potes de racao e nao consegui postar, ou sera que foi porque ela passou o tempo todo dormindo… Misterio!!!??? Nunca iremos saber!!

Sim, estou de volta… e morrendo de calor!!

BELGICA

Sensacao mais estranha que eu sinto todas as vezes que entro nesse pais. Nao sei o que eh, ou talvez eu saiba mas nao possa dizer, de qualquer forma eh algo que nao sei explicar.

Nesses dias acabei sendo Nelly, uma enfermeira inglesa que se alistou para servir no batalhao 44, durante a primeira guerra… Nelly trabalhou arduamente durante toda sua vida a servico dos outros, e morreu muito jovem de uma doenca que contraiu dos pacientes….

Isso nao eh invencao, Nelly realmente existiu, e conheci a historia dela numa brincadeira que o museu de Ypres propoem aos visitantes.

CALOR

Demais da conta!! Calor se enfrenta na beira do mar ou de uma pscina, aonde se possa mergulhar toda vezes que o sangue subir para a cabeca… Agora ficar andando de um cemiterio para o outro com um sol de estralar mamona na caixola… NAO DA!! Programa de Indio!!! Mas Indio tb se diverte!! :-P

Virtuais que se tornam reais.

Melissa, alguem que parece me conhecer a muito mais tempo que eu possa contar. Entretando nosso primeiro encontro cara-a-cara aconteceu essa semana… Conheci tambem o maridon e o filhote lindo de 3 meses dessa brasileira “abelgada” que eu quero muuuuito bem!!! Bom demais!!

Imagens

Falam por si! Lugar lindo!! Lembrando que a maioria do que vimos foi totalmente colocada ao chao durante a Guerra. Brugges nao parece real, algo lindo demais para ser descrever.

Paro de falar e deixo as imagens…


May 31 2006

Eu blogo na quarta

Estou na correiria porque daqui a pouco vou para Londres. Volto so a noite!
A Carola esta aqui comigo desde ontem, e desde entao so paramos de tagarelar para ir dormir.

Eu comecei essa brincadeira e nao iria fura-la logo na segunda semana, entao para o meu “EU BLOG NA QUARTA” fui dar uma olhada se tinha algum texto pronto apropriado para o momento. E ache a entrevista que fiz com a Cilene, acho que a um ano atras. Ela teve que editar pq ficou muit longa, mas eu guardei tudo aqui na integra, e hoje vou publica-la aqui. Cilene, desculpe mas nao me lembro da data.

Entrevista realizada por Cilene Bonfim em 2005:

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Nov 20 2005

Baby Ale

Because I was so cute!!! No one can denie.

This picture was taken by my father, earlier 1974.


Oct 4 2005

Fatos das Photos

As fotos abaixo sao duas das que renderam boa discussao na ultima aula. As duas quebram as regras basicas de fotografias.

1) Meu tutor descreveu com “stunning”. No entanto so me dei conta do efeito das nuvens depois de revelada, na hora que tirei a foto foi apenas um click-aqui-click-ali e pronto.

farol

Particularmente nao vejo nada de especial nelas, apenas gosto! Nem tanto por razoes esteticas (que eu nem sabia o que era) e sim pelas memorias que elas me trazem.

Era a minha primeira viagem ao exterior, era minha primeira camera fotografica (Canon EOS 888). Era o ultimo final de semana da viagem, e era a semana do meu aniversario. (novembro/1998)

As duas foram tiradas numa manha de domingo, quando eu fazia a Pacific Coast Highway 1 indo de San Francisco para Los Angeles, all by my self (well, not totally)!

2) Tirei uma sequencia de fotos desse lugar, o reflexo do sol na agua estava de tirar o folego, o frio tambem! – Essa foi a foto que o Tutor nao gostou, muito azul e fora de esquadro.

pedras&agua


Jun 10 2005

20 anos atras

Eis a razao desse post: Fernanda (a neta do dona da fazenda), meu irmao e eu (de havaianas!!). Para entender melhor esse post aconselho a ler os arquivos

Tambem uma sexta-feira. Acordei feliz, era dia de voltar para casa. Nao sabia que horas eram, mas ouvi o radinho sendo ligado, deducao logica: – hora de levantar! Levantei arrumei a minha cama, coloquei minhas poucas pecas de roupa na sacola que eu costumava trazer as segundas-feiras quando meu Pai me levava para cidade na carroca. Comprimentei Sr. Severino, e pensar que passei tanto tempo achando que ele era mudo!!! ? D. Jovita com sempre muito simpatica preparava o cafe, eu a ajudei a colocar as coisa, tomei cafe e me despedi deles.

Meu caminho era a Escola Estadual de Iacu, fazia a 5?. Serie, nao tinha amigos, era branca demais, ou alta demais, ou magra demais… Sei la!! ? Ah!! Tambem nao sabia jogar bola queimada, e talvez isso contribuisse para que eu nao fizesse novas amizades.

O Silvinho um garoto que costumava trabalhar na fazenda durante as ferias, com do de me ver sozinha pela escola, me apresentou a irma dele, e ela se tornou minha unica e melhor amiga, nao sendo injusta, tinha uma outra tambem, mas nem me lembro o nome, e vivia faltando a aula porque que estava com colica e foi essa a razao que eu fiquei sabendo pela primeira vez o que era menstruacao… E fiz perguntas que deixaram meu pais corados.

Depois da aula eu corria para o centro da cidade, meu coracao sempre chegava primeiro do que eu, via minha mae e meu irmao ja de longe, na barraquinha tentando vender os ultimos pes de alface e macos de salsinha, coentro ou cebolinha. Quando ja nao tinha quase nada na banca eu ficava mais feliz, pois eu sabia que teriamos um pouco mais de variedade no fim de semana, alem de abobora com leite, cucus de fuba e feijao de corda.

Tudo que era vendido naquela barraquinha de feira, garantia o alimento para a proxima semana. E as vezes nao podiamos comprar mais do que farinha de trigo, fuba e acucar.

No caminho de volta para a fazenda eu e meu irmao brincavamos e brigavamos, sentados entre as cesta no funda da carroca, minha mae e meu pai calados sentados na frente, o sol ja ia se pondo no horizonte quando finalmente avistavamos o lajedos, sinal que ja estava perto da casa.

O Dog (meu cachorro) vinha correndo, ele conhecia o barrulho da carroca, depois de uma festa de recepcao, ele nao saia mais de perto. Minha mae preparava o jantar enquanto eu ia com o meu pai soltar a mula, e ver os bezerros… Gostava tanto de estar ali, gostava mais ainda quando era feriado e eu nao precisava voltar para casa da D. Jovita na segunda-feira.

Pes descalso na areia quente chamando o Dog para um passeio, as cabacas amaradas na cintura para atravessar o Rio a nado ensinada pelo Sr. Tino indio velho e curandeiro, o Siganinho meu favorito entre os cavalos, me levava por entre a vegetacao seca do sertao da Bahia. Os pes de umbu, caregados, e eu nem esperava que a fruta madurasse, meu dentes ficavam asperos de tando comer umbu. Os bezerros recen-nascidos aprendendo a andar e suas maes raivosas que nao gostavam nadinha da minha presenca. O mandacaru que iamos buscar la longe para darmos de alimento para as vacas, pois ja nao tinha mais pasto verde.

Coalhada, manteiga, requeijao, pao no forno de lenha, tudo isso minha mae fazia com muito capricho para nos, com o pouco que tinha.

Ontem, me deitei e fiquei pensando em tudo isso, 20 anos atras e parece que foi outra vida. Tive muita dificuldade em me lembrar de varias coisa… Minha mente apagou varios detalhes, talvez para que eu nao sofra. Ou talvez porque apesar de toda a dificuldade daquele ano, eu era feliz!


May 27 2005

Memorias de uma Cleaner – Final

Dessa vez eu vou terminar a historia rapidinho, na verdade eu escrevi tudo ontem mesmo, e so nao coloquei porque achei o texto longo demais.

Bom destacar que o texto ja estava pronto antes que eu lesse os comentarios de ontem. Mas vou acresentar apenas mais algumas palavras:

- Eu nao tenho vergonha de nada que tenha feito (em termos de trabalho!), porque sinceramente acho que todo trabalho honesto deve ser valorizado. Mas entendo perfeitamente a atitude de muita gente em relacao a isso, porque aos olhos de nosso conterraneos ainda eh algo “humilhante”.

- Alem de um “ganha pao” trabalhar duro dessa forma me deu as licoes de vida mais preciosas que tenho hoje. Hoje como nunca antes eu tenho tremendo respeito por pessoas que vivem disso. Hoje como nunca antes eu limpo a minha casa de cima a baixa sem uma unica reclamacao. Hoje como nunca antes eu sei exatamente o que a minha mae passou para nos garantir o pao de cada dia.

Demagogias a parte e falando finceiramente, a Inglaterra tem um sistema social totalmente diferente do sistema “colonial” em que crescemos. Aqui um engenheiro formado na Cambridge nao ganha la muuuuito mais do o pessoal que trabalha na contrucao civil (pedreiros), por exemplo (nesse ponto eu o que estou falando)! Uma recepcionista ganha menos do que uma cleaner. E um medico ganha menos do que um administrador… Logico, falo em termos proporcionais, considerando tempo de estudo, carga de impostos, oferta de emprego e etc…. As profissoes mais valorizadas (digo valorizadas em termo financeiros e nao termos de “glamour”) sao justamente aquelas que envolve servico pesado, porque?? Simplesmente uma questao de “oferta X demanda”. Entao se alguem eh bom no que faz, nao importa o que, pode sim ganhar dinheiro. -Importante lembra que me refiro aos cidadoes europeus, ou pessoas com autorizacao para trabalhar aqui- . Vontando a historia de ontem:

A americana (mae do Max) e o marido dela, eram amississimos do australiano, alias toda aquela amizade sempre me deixou desconfiada. Ela tinha a chave, ia uma vez por semana na casa do australiano, e as todas as roupas de cama, coisas para a cozinha e os materiais de limpeza que eu precisasse era sempre ela que comprava, ou me dava o dinheiro para comprar. Eu limpava a casa do australiano as sexta, era um studio-flat como eles chamam, tudo novinho e facinho de limpar. La eu fazia em 45 minutos! E depois ficava assistindo um DVD na TV, ja que era a ultima da semana… ohohohoho… Ta pensando que a vida eh so trabalho?!

A alema era do lado do autraliano, tambem um studio-flat, ainda mais limpinho do que o do australiano. Ela era um doce, bonita, educada e muito gentil, o combinado era ela me pagar ?21 (libras), mas ela sempre me pagou ?25 (e nunca pediu o troco disso), e na epoca de Natal, Pascoa ela me deixava mais ?10. A unica coisa que realmente precisava ser limpa na casa dela era o banheiro, ela nao usava a cozinha e quando usava, deixava um bilhete pedindo desculpas pela bagunca. Adorava limpar o flat dela, e foi o ultimo que eu deixei. E so porque esta indo morar em outra cidade.

Quando a Deise viajou para o Brasil ela me passou duas casas, uma delas apenas apenas enquanto ela estava viajando e a outra em definitivo. D. Fiona era o nome da ?veia?, nojenta, chata, invocada, nao sei como a Deise aguentava. Uma casa enooorme, tipo Cottage (Sitio em Portugues), e como se ja nao fosse trabalho o bastante, a mulher ainda ficava inventando coisas para serem feitas, queria que eu podasse plantas (ela que arranjasse um jardineiro), e outras coisas que nao tinha nada haver. Por sorte o marido dela era uma amor, e como ela viajou de ferias durante as semanas que cobri a Deise (GRACAS por isso!!), ficou so ele e o filho (com deficiencia) na casa, nao foi dificil aguentar ate a Deise voltar. O moco deficiente muito querido, ele provalvemente tinha a minha idade, mas idade mental de 12 anos, mas muito educado e atencioso! E o marido, todo dia quando eu chegava, naquelas manhas frias de inverno, ele me mandava ir tomar cafe primeiro, eu acabava ficando uns 20 minutos ali com ele tomando cafe com torrada, e conversando sobre o Brasil!

A outra casa, durou pouco na minha mao. Pela primeira e unica vez alguem me deixou um bilhete ?mal-criado?, em resposta eu deixei as chaves e a frase no mesmo papel que ele deixou o bilhete: ?Please, find someone else to clean your flat? (Arranje outra pessoa para limpar sua casa), o moco me ligou pedindo mil desculpas, pedindo que eu reconsiderasse, e no final eu arranjei uma colega para limpar a casa dele, mas eu nao voltei!!!

Acho que eh exatamente esse tipo de situacao que, pelo menos para mim explica o porque tanta gente que nunca faria esse tipo de trabalho no Brasil se sujeita a faze-lo isso no exterior, (Ja li em varios lugares, que algumas pessoas nao entendem isso).

Eu por exemplo, nao acho que me sujeitaria a ser faxineira no Brasil, mas fui faxineira por uns 7 meses na Inglaterra e sabe porque?? Logico tem o fato de nao ter muitas opcoes, mas sempre preferi trabalhar com Cleaner do que num Caffe por exemplo. Como faxineira, eu nunca fui maltratada ou humilhiada, trabalhando em Caffe, sim. Quando eu chegava para trabalha e tinha alguem na casa, a pessoa agradecia por eu ter ido, quando eu ia embora agradecia mais uma vez e confirmava o meu retorno.

Pelo menos em Londres, as pessoas valorizam esse tipo de trabalho (afirmacao baseada na minha experiencia pessoal). E logico, sempre tem os exploradores, tipo D. Fiona, mas so fica trabalhando para esse tipo de pessoa se quiser. Eu nao ficaria!

Depois que eu aprendi o esquema nunca faltou trabalho, e cada vez que eu pegava uma nova casa eu tinha mais experiencia e jeito na hora de negociar. No comeco por exemplo, eu inventei de passar roupa, logico, me ferrei legal, porque cada vez que eu voltava tinha ainda mais e mais roupas no cesto (Era assim na Jenny e na amiga com um monte de criancas). Dai eu aprendi a licao, na hora de negociar ou eu falava que nao passava roupas, ou ja avisava que se quisesse roupa passada era no minimo ?1 por peca, do australiano por exemplo eu cobrava ?2 libras por peca, e o acordo foi que ele deixaria apenas 5 camisas, se deixasse mais do que isso eu nao passava, na lavandeiria que ele costumava mandar eles cobravam ?5 (meu preco era promocao). Mas na maioria das outras casas eu so dobrava as roupas, o que tambem nao faz a minima diferenca ja que eles nem sabem o que eh uma roupa passada.

Eu nunca me preocupei em ?fazer carreira?, sempre tive em mente que aquilo era provisorio, entao nao tinha porque se deixar explorar. Mas a verdade eh que mesmo no Brasil eu nuca me deixei explorar por ninguem, entao acredito que essa eh uma postura pessoal minha.

OPS. Quem quiser entender melhor a minha “saga de cleaner” tem que dar uma lida nos arquivos.


May 26 2005

Memorias de uma Cleaner – 2 Parte

Desde que escrevi aquele post enorme ensinado as taticas de uma “Cleaner”, eu venho pensando em escrever mais sobre as minhas aventuras e desventuras trabalhando de faxineira em Londres. Entao ai vai mais um capitulo das minhas 1000 historias, dessa vez contando um pouco a respeito das pessoas para quem eu trabalhei.

A Jenny foi a primeira “patroa”, como ja disse antes, ela era super desencanada. Eu nunca soube se ela era casada ou separada, so encontrei o suposto marido (ou pai das filhas dela) duas vez, uma na epoca de Natal e outra no aniversario de uma das meninas. As filhas era duas, uma de 4 e outra de 2, a mais velha era “xaropinha”, mas a mais nova era um doce com pimenta, como a ela (a Jenny) trabalhava em casa, estava sempre por ali quando eu chegava ou saia. Todos os dias quando eu chegava a pequena “pimentinha” vinha correndo me beijar me abracar e queria me ajudar a limpar a casa. Por ter sido a primeira eu cobrava menos da Jenny, e como uma boa ingles ela era um ?Tio Patinhas?, ela me pagava apenas uma vez por semana, sempre o mesmo valor ?42 (libras), entao toda quinta-feira la estava em cima do balcao duas notas de 20 e duas moedinhas de 1, um dia ela deixou as duas notas de 20 e uma nota de cinco, eu achei que fosse um extra, na semana seguinte ela me perguntou onde estava o troco, eu quis morrer ne!!! ?

Tambem ja contei aqui, que a Jenny me apresentou a 3 amigas/vizinhas dela, uma das amigas da Jenny era pior casa que eu tinha para limpar, a casa em si nao era nada diferente da casa da Jenny, em termos de tamanho, o problema eh que ela tinha 4 criancas, e eles nunca estava sozinhos em casa, sempre tinha os primos, os coleguinhas da escola, eu saia dessa casa morta!

A outra amiga, ate hoje eu nao sei porque me contratou, a casa era super limpinha, so ela o marido e uma filha de 10 anos, o melhor de tudo, nunca tinha ninguem em casa. As vezes o marido dela que era italiano, passava por la sempre por volta da hora do almoco so para me levar comida, isso quando ele nao cozinhava algo e deixava um bilhetinho para mim avisando, alias como esse homem cozinhava bem. Ninguem mais nunca fez isso!!

A ?Riponga?, apelido carinhoso que dei a 3? amiga da Jenny por que a casa dela mais parecia uma tenda, era a casa mais baguncada que eu ja entrei na minha vida. Ela tinha disco de vinil espalhados pela casa inteira, revistas, recortes de jornais, ferelo de maconha para todo lado, o quarto dela tinha badulaque de todo tipo, desde cortinha de conchinhas na porta ate rosas de pano e pedacos de espelho pendurados na parede, para ter uma ideia ela dormia no chao. Nao tinha como limpar os quarto, e eu falei isso para ela, que me disse para nao preocupar, fazer a penas a cozinha e o banheiro, que ja estava muito bom!!! Ohohoho…

Dai tinha a americana, que na verdade tambem nao precisava de cleaner, o que ela realmente queria era um dia de folga da ?dura? vida de ?house wife? que ela levava!! Entao eu chegava cedo limpava a parte de cima da casa, la pelas 10 da manha ela deixava o filho de 2 anos (o Max) comigo e ia passear. E eu ficava brincando com ele ate a 1 da tarde, quando eu colocava ele para dormir e ia limpar a parte de baixo da casa, as vezes ela chegava nesse meio tempo e ia dormir, as vezes eu terminava e ficava esperando ela voltar.

Nao tinha horario quando eu ia para a casa dela, teoricamente eu tinha que fazer 7 horas, mas sempre acabava fazendo mais, isso quando ela nao me ligava pedindo para ficar ate a noite. Nunca me importei, porque ela sempre me pagou bem, e quando eu ficava ate tarde da noite ela pagava um taxi para me levar em casa. Alias ate hoje uma das minhas amigas que entrou depois de mim, trabalha para ela!

O menino dela era uma graca!!! E foi com ele que tive minha primeira experiencia em trocar uma fralda. E logico a primeira vez a gente nunca esquece, eu tive que ficar repetindo para mim mesma: ?Ale, voce eh uma mulher adulta de 28 anos, nao vai se deixar derrotar por uma fralda cheia de coco, voce consegue!!?… Gente do ceu, mas o que era aquilo!!! (Arggg…) – E como cagava!!!

Eu vou contar do australiano, da alema e dos extras em outro post, esse ja esta longo demais… Fiquem com o pensamento das fraldas do Max.


May 19 2005

em Londres – V capitulo

Ouvindo Elis Regina: Sou caipira-pira-pora….

Ano passado: Deise, no fundo o Opera House, Sydney, Australia.

Alem Mar

Saibas que es mui amado se por ti alguem atravessar oceanos,
te pintar estrelas em um ceu de pano,
te fizer voar,
sorrir,
sonhar…

Londres, inverno de 2002

A vida se resumia em levantar cedo, pegar onibus/trem/metro atravesar a cidade de norte a sul, trabalhar limpando, lavando, passando por pelo menos 6 ou 7 horas seguidas, indo de uma casa para outra. As aulas comecavam as 3:00 da tarde, que naqueles dias de inverno ja pareci noite. Depois da 6:00 estava livre para fazer o que quiser… Mas quem disse que existia energia para isso!

Ah, claro!! Easy Internet Cafe, parada obrigatoria no caminho de casa. Eramos socias!!! ? Sentar na frente do computador, acessar o hotmail/yahoo, era como abrir uma janela aonde era possivel ver os amigos, familia…. Coracao apertado!! Mas com o tempo as pessoas nao tem mais tempo para te escrever, cada um segue sua rotina e uma ?amiga na Inglaterra? deixa de ser novidade. E as vezes nao tinha um unico e-mail para me fazer sorrir… Uma pena que ainda nao sabia o que era um Blog naquela epoca!

Passei a notar que a Andrea e a Deise sempre tinham e-mails, e nao eram poucos nao!!!!… E fiquei com uma pontinha de inveja e ate curiosa em saber quem eh que mandava tantos e-mails assim. Foi entao que fiz a descoberta, elas tinham um registro, um perfil no MSN ? Paquera, e a maioria daqueles e-mails eram de pessoas que viram o perfil e entraram em contato. AH!!!!

Eh logico que eu fui fazer o meu tambem, so que na hora que estava criando o perfil, porque eu usava o Hotmail em ingles eu acabei indo parar na versao inglesa da pagina. “Luzinha” acendeu na cabeca (!!!): Se eh para conhecer pessoas fazer amizade e trocar e-mails, porque nao fazer tudo isso em ingles, assim ao mesmo tempo que tenho e-mails para ler, tambem poderei treinar o ingles.

Nao! Eu nao tinha plano nenhum em encontra um namorado, muito pelo contrario, depois de passar 11 anos dentro de um relacionamento a unica coisa que eu queria era aproveitar minha vida de solteira.

E foi assim que ao invez de imitar as minhas amigas, eu as levei comigo para o mundo do ?friendfinder?, que hoje nem existe mais, pelo menos nao com era.

A unica que nao gostava nadinha dessa brincadeira era a Jessica, que ficava impaciente esperando que nos terminassemos logo para irmos para casa. As vezes passavamos o domingo inteiro na Easy Internet… Desperdicio, eu sei!! ? Mas com o tempinho frio e chuvoso, tipico Londrino (e sem ???), o que mais poderiamos fazer?… ahahaha.

Foi no final de fevereiro, que eu me lembro, ouvi pela primeira fez a Deise falando a respeito do David, um moco simpatico que morava na Australia, e que desde do primeiro contato atraves do ?friendfinder?, eles simplesmente nao passavam um unico dia sem trocar e-mails, dos e-mail eles passaram a conversar no MSN, trocaram fotos, sms-text, e um dia ele a surpreendeu com um telefonema.

Eu e a Andrea acompanhavamos o desenvolver dos fatos, dos sentimentos, das perspectivas… E derepente percebemos que nossa amiga estava apaixonada! ? Namoro virtual??? ? Mas na Australia… Nao tinha um lugarzinho mais perto nao??? ? E quem disse que o amor respeita fronteiras, distancias, culturas????

Nossas noites de sabado ja nao eram as mesmas, as ?Gladiadoras? como a Jessica nos apelidou, estavam em transicao!!

Em abril a Deise tomou a decisao da vida dela, e no inicio de maio de 2002, ela partiu para uma viagem incerta, levou a Jessica com ela e tambem parte do nosso coracao… E a Andrea e eu eramos so lagrimas…. Nos despedimos sem saber ao certo o que ia acontecer. Eu so tinha uma certeza: Ela estaria bem! Quem nao tem medo de arriscar pela felicidade pode sim encontrar obstaculos, mas vai supera-los sempre que acreditar que pode, e a Deise sempre teve essa presenca de espirito, de arriscar, de tentar, de sobreviver a tudo… e de ser feliz.

Ta perdido??? Leia o Capitulo anterior

Reeditado em 28/01/2007 – Com tantas mudancas de servidor que fiz, perdi todos os comentarios dos Post mais antigo, uma pena pq tinha aqui um comentario lindo da Deise, praticamente terminando essa parte da Historia. Entretanto isso foi a 2 anos atras, hoje a Deise esta ainda melhor, ja totalmente adptada, e levando uma vida que ela fez por merecer. Hoje alem da filha, ela tambem tem a mae dela morando com eles, o que a deixa completa.

Eu parei essa historia aqui, por enquanto, um dia eu retomo e conto tudo o que aconteceu entre essa parte que voce acabou de ler, e essa parte AQUI…. Curioso??? Entao Clique e va conferir.